Aneel muda regra para reduzir desconto a geradores de energia renovável

Aneel muda regra para reduzir desconto a geradores de energia renovável

Alteração cumpre determinação do TCU, que apontou em 2023 que empreendedores vinham usando "subterfúgios" para contornar os limites da legislação e obter os subsídios, que somam bilhões de reais

A Aneel aprovou, em 7 de outubro de 2025 (terça-feira), novas regras para os descontos nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição (TUST/TUSD) aplicados a usinas eólica, solar e biomassa. A medida fecha brechas usadas para fracionar projetos maiores e, assim, acessar subsídios de “energia incentivada”. Serviços e Informações do Brasil+1

O que mudou

Agora, o benefício só vale para empreendimentos com até 300 MW de potência injetada. A Aneel passa a analisar o “complexo de geração” — e não mais apenas a usina isolada. Se várias usinas compartilham o mesmo ponto de conexão e têm vínculos societários, elas contam como um único complexo. Se a soma ultrapassar 300 MW, o desconto cai. Poder360+1

Por que a regra foi alterada

O TCU apontou, em 2023, que empresas fracionavam artificialmente projetos para driblar o limite legal e obter subsídios. Determinou, então, que a Aneel revisasse a regulação e segurasse novas concessões até o ajuste. A decisão atual cumpre esse comando. Pesquisa TCU+1

Como será o controle

A CCEE passa a apurar a potência injetada de cada complexo. Com isso, o mercado ganha um critério único de verificação do teto de 300 MW. InfoMoney

E os pedidos na fila?

As novas regras destravam cerca de 150 outorgas pendentes e padronizam a análise daqui para frente. Não há efeito retroativo: projetos já em operação mantêm direitos adquiridos. Serviços e Informações do Brasil

Impacto na conta de luz

Os descontos para fontes incentivadas são o principal subsídio pago pelos consumidores. Em 2025, até setembro, custaram R$ 10,3 bilhões — quase um terço do total de subsídios no período, segundo o Subsidiômetro da Aneel. A revisão tende a reduzir distorções e, gradualmente, aliviar a tarifa. CNN Brasil+1

Em resumo

  • Limite efetivo: 300 MW por complexo de geração, não por usina.

  • Fiscalização: apuração da potência injetada pela CCEE.

  • Segurança jurídica: regra não retroativa.

  • Motivação: cumprimento de acórdãos do TCU de 2023/2024.

  • Conta de luz: expectativa de menor pressão de subsídios ao longo do tempo.