Energisa conclui processo de recuperação judicial da Rede Energia

Energisa conclui processo de recuperação judicial da Rede Energia

Plano homologado em novembro de 2013 reduziu dívidas de distribuidoras adquiridas da Rede Energia em 39%

Da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas

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A Energisa comunicou ao mercado nesta sexta-feira, 2 de setembro, que decisão da Justiça de São Paulo decretou o encerramento do processo de recuperação judicial da Rede Energia, cuja compra foi concluída em abril de 2014. Segundo a decisão, a Energisa cumpriu todas as obrigações previstas no Plano de Recuperação Judicial homologado em novembro de 2013.

A decisão representa a conclusão de um dos capítulos finais da reestruturação definitiva das empresas em recuperação judicial. De acordo com Ricardo Botelho, presidente do Grupo Energisa, o encerramento do processo é mais um passo para consolidar a Energisa como uma das maiores companhias do setor elétrico do Brasil, com histórico bem-sucedido de recuperação de empresas no setor de distribuição. Desde que foram compradas, as oito distribuidoras que era da Rede Energia – Vale Paranapanema (SP), Bragantina (SP), Nacional (SP), Caiuá (SP), Força e Luz do Oeste (PR), Enersul (MS), Cemat (MT) e Celtins (TO), saíram de um prejuízo de R$ 566 milhões, em 2013, para um lucro líquido de R$ 380 milhões, em 2015. Os investimentos avançaram 45% em igual período, passando de R$ 812 milhões para quase R$ 1,2 bilhão em 2015.

Antes da transferência de controle para o Grupo Energisa, essas distribuidoras tinham dívidas de R$ 3,9 bilhões. Deste total, R$ 2,2 bilhões eram com os bancos, R$ 1 bilhão entre encargos setoriais e energia comprada em atraso e R$ 700 milhões em impostos parcelados e em atraso. As companhias receberam aportes de capital de cerca de R$ 1,2 bilhão, reperfilaram ou substituíram R$ 2,2 bilhões em dívidas e, em dezembro de 2015, o endividamento líquido já era de aproximadamente R$ 2,4 bilhões, uma redução de 39%.

Botelho ressalta ainda que a empresa permanecerá focada nas melhorias operacionais das distribuidoras. Segundo ele, ela vai continuar a perseguir as metas até 2018, quando a Energisa pretende colocá-las entre as melhores do Brasil.