Um estudo da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, baseado em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e no balanço da usina de Itaipu Binacional, revelou que, em 2024, consumidores residenciais e comerciais de dez estados brasileiros e do Distrito Federal pagaram quase o dobro do valor considerado justo pela energia gerada pela usina.
Essa disparidade ocorre devido a um aumento significativo nas despesas de exploração da usina, que passaram de US$ 505 milhões em 2022 para US$ 921 milhões em 2023. Esses custos adicionais, que incluem gastos não relacionados diretamente à geração de energia, foram repassados aos consumidores, elevando o preço final da eletricidade.
Além disso, para evitar um reajuste tarifário de 6% previsto para março de 2025, o governo brasileiro autorizou a Aneel a utilizar R$ 333 milhões do superávit de R$ 1,5 bilhão da usina de Itaipu. Essa medida visa oferecer mais estabilidade ao setor elétrico e evitar aumentos nas contas de luz dos consumidores.
Essas ações refletem os esforços contínuos para equilibrar os custos de geração de energia e minimizar o impacto financeiro para os consumidores brasileiros.
Fonte: Frente Nacional dos Consumidores de Energia


